
Eu sou mãe, não sei se sou uma boa mãe, ou a mãe ideal, mas sou mãe. E gosto de ser mãe. A Bel, tem três anos, parece uma gatinha manhosa. Sou completamente apaixonada por ela. Acho que depois que ela entrou na minha vida eu fiquei mais decidida, a maternidade dá forças.
Não acho fácil ser mãe, afinal de contas você passa a ser responsável, de uma hora para a outra, por uma pessoinha que não tem muito juízo e que não sabe fazer muita coisa. E a fofurinha da mamãe, aquele ser angelical, pode virar de uma hora para outra um monstrinho birrento... E aí vc não sabe muito bem o que fazer, qual a melhor atitude.
E depois de ter um filho, todo mundo se acha no direito de te dar conselhos, afinal de contas, você não tem muita experiência. Se você castiga o seu filho, você é muito rigorosa, não dá liberdade para a criança. Se você deixa ele fazer o que quer, você é uma mãe que não dá limites e está prestes a formar um marginal. Pois é, a culpa de tudo é sempre da mãe. Até os livros sabem melhor como educar um filho do que você.
E mesmo querendo ser uma mãe muito mais legal que a minha, tem horas que me pego sendo igualzinha a ela. As neuras, os medos e a insegurança são os mesmos. E você se culpa por tudo, você se culpa por não ter tempo para a coisinha mais importante da sua vida, você se culpa por ser muito rigorosa e por ser muito permissiva...
E aquela coisinha linda sempre te surpreende. Às vezes no meio de uma bronca, quando você quer manter aquele ar de seriedade, ela olha para você e sorri. E você se desmancha e esquece de tudo que acabara de ler nos livros do Içami Tiba...
De qualquer forma, estou aprendendo.
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Amanhã é segunda. Começa mais uma semana e a contagem regressiva para mais um final de semana. Amanhã é dia de levantar cedo, de correr contra o tempo e não ter tempo para nada.